Tag: saque indevido

Homem em um terminal de autoatendimento bancário, representando saques na conta após o falecimento do titular.

O cartão ainda funciona. A autorização para usá-lo já não existe

Nos dias seguintes a um falecimento, é comum que alguém da família ainda tenha o cartão, a senha ou uma procuração do titular. O banco pode não ter sido comunicado, o aplicativo continua abrindo e a transferência é aceita normalmente. A facilidade operacional cria a impressão de que a operação é legítima. O mandato extingue-se, em regra, pela morte de uma das partes, conforme o artigo 682, inciso II, do Código Civil. Uma procuração bancária comum não permite, portanto, que…

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Livro de registros financeiros com lançamentos manuscritos, representando a análise das movimentações da conta antes da morte.

Uma procuração bancária não transforma o procurador em dono do dinheiro

Quando o inventário começa e alguém pede os extratos dos últimos anos, a conversa costuma seguir um roteiro previsível. Aparecem saques elevados nos meses que antecederam o falecimento, transferências para um dos filhos e pagamentos sem descrição. Alguém pergunta quem movimentava a conta. E a resposta, quase sempre, é que existia uma procuração. A procuração explica como o dinheiro saiu. Ela não explica por que saiu, nem a quem ele deveria beneficiar. O mandato permite agir em nome do titular…

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